O que não querem que você saiba sobre a Black Friday!
- Daniel Barboza Salvador
- há 6 dias
- 3 min de leitura
Você chegou aqui só porque leu o título e ficou curioso, não é verdade? O título desse texto utiliza um artifício da comunicação que chamamos de “aversão à perda”: ele ativa o gatilho da urgência e te desperta para não ser passado a perna. Mas existe uma época do ano em que todas as empresas do país ativam suas melhores estratégias para garantir a sua atenção, tornando ainda mais difícil para o seu cérebro desviar disso tudo. Estou falando dela, a Black Friday.
O que é a Black Friday

Se você não conhece a origem dela, eu te conto em um tweet: a data nasceu nos Estados Unidos e acontece sempre após o Dia de Ação de Graças, marcando o início das compras de fim de ano.
Nos dias de hoje, o conceito da Black Friday é mais comumente usado no varejo, aproveitado por diferentes segmentos. E o que não querem que você saiba sobre a Black Friday? Temos algumas coisas:
Ela às vezes pode ser sim uma Black Fraude, como popularmente alguns chamam;
As empresas não brincam em serviço e investem toda a força estratégica para garantir muito lucro;
E o mais importante de todas é que você pode seguir por dois caminhos distintos: se dar bem ou se dar mal.
O que a sua forma de consumir diz sobre você

Entre se dar bem e se dar mal, logicamente você vai dizer que prefere se dar bem. E para isso, você precisa entender que tipo de consumidor você é ou deseja ser.
Infelizmente, é muito comum encontrar pessoas que compram por impulso, que gastam o dinheiro que tem - e às vezes o que não tem, fruto de cartões de crédito - com compras que poderiam ser postergadas.
“Doutor, então você quer dizer que eu não devo comprar coisas que eu quero na Black Friday?”

Leia de novo a minha explicação e vai entender que a resposta é não, não estou dizendo que não deve comprar na Black Friday. Estou alertando você para o fato de que as marcas sabem bem como chamar a sua atenção e criar necessidades que não existiam até você assistir uma publi no Instagram, um comercial no YouTube ou um outdoor na estrada.
Se eu pudesse te dar uma dica nessa Black Friday, diria para você abrir o seu bloco de notas no celular ou computador (ou pegar uma agenda e uma caneta, como os antigos faziam - vulgo eu!) e escrever uma Lista de Desejos, dividindo em 3 partes:
Presente: anote aqui compras que facilitariam a sua vida hoje e, ao lado, escreva como você pretende pagar por isso;
Futuro: anote aqui compras que você acredita que te deixariam feliz se pudesse comprar e, ao lado, escreva como você poderia pagar por isso;
Futuro do futuro: anote compras que você tem interesse em pesquisar, mas que você sabe que não são prioridades hoje.
Depois das anotações, você terá uma noção mais concreta do que é prioridade para você no presente e se você conseguiria pagar por isso hoje e o que não é uma prioridade hoje e você poderia deixar para comprar em outro momento (ou nem vai comprar no futuro, porque sua prioridade mudou!).
Essa é apenas uma ferramenta que pode te ajudar a se tornar um consumidor consciente. Por fim, te convido a avaliar sua lista de desejos e analisar o que ela diz sobre você, hoje.
Espero ter ajudado!
E lembre-se: se você sente que está se perdendo em compras, estourando todos os limites cartões e fazendo dívidas sem perceber, consulte um especialista em psicologia para entender se o ato de comprar pode ter se tornado uma compulsão. Conte comigo caso precise de um suporte, estamos combinados?
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